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Araribá



Centrolobium tomentosum

Guillem ex. Bentham

Guaçatonga



Casearia sylvestris Sw.

Neste projeto estudamos quatro espécies arbóreas nativas da floresta estacional semidecidual do estado de São Paulo: Casearia sylvestris Sw., Centrolobium tomentosum Guillem ex. Bentham, Myroxylon peruiferum L.f. e Piptadenia gonoacantha.
Todas essas espécies são descritas como possuindo uso na medicina popular, sendo o potencial fitoterápico de algumas delas suportados por estudos químicos ou farmacológicos. Conheça mais sobre cada uma aqui.

Biologia da Conservação de Espécies Nativas da Mata Atlântica com potencial fitoterápico

Espécies estudadas

É uma espécie vegetal de ampla ocorrência no Cerrado e na Mata Atlântica que apresenta diversas propriedades medicinais. Os diterpenos clerodânicos produzidos por esta espécie têm despertado o interesse da indústria farmacêutica, e alguns deles (denominados casearinas) foram patenteados por pesquisadores como agentes antitumorais.
No Brasil, as pesquisas com a guaçatonga têm evidenciado sua ação benéfica no tratamento da úlcera, suas propriedades antiinflamatórias inibitórias do desenvolvimento de Plasmodium falciparum, Aedes aegypti, Leishmania donovani e Trypanosoma cruzi, e sua ação contra o veneno de jararacas. O interesse comercial sobre os produtos de C. sylvestris pode ser percebido através dos inúmeros fitoterápicos disponíveis para compra pela Internet, principalmente no exterior. Apesar do interesse comercial, a guaçatonga, como a maioria das espécies de importância farmacológica nativas do Brasil, não é cultivada, sendo obtida por extrativismo.

É uma árvore natural da Mata Atlântica, presente na floresta estacional semidecidual dos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. É uma espécie heliófita, decídua, que apresenta brotamento vegetativo, anemocoria (dispersão de sementes pelo vento) e melitofilia (polinização por himenópteros). A polinização é auto-compatível e realizada por abelhas grandes generalistas de vôo longo dos gêneros Xylocopa, Bombus, Centris e Megachile.
As cascas e folhas de C. tomentosum são usadas na medicina popular como adstringente  e para tratamento de disenteria, berne e feridas e contusões diversas. Estudos recentes da composição química de extratos de folhas de C. tomentosum revelaram a presença de terpenos e flavonóides. Os flavonóides são um grande grupo de fitoquímicos com efeitos antiinflamatório, antialérgico e anticancerígeno, o que tem despertado grande interesse nestes compostos pelo potencial uso na prevenção do câncer e tratamento de disenteria infantil.

É uma árvore semicaducifólia, com 10-20 m de altura e 30-40 cm de DAP, podendo atingir até 30 m de altura e 90 cm de DAP, na idade adulta. Floresce no final de outubro até janeiro e seus frutos amadurecem no período de setembro-outubro. A espécie tem ocorrência, principalmente no Estado de São Paulo, abrangendo latitudes de 12º S (Bahia) a 28º50' S (Santa Catarina), com ampla variação altitudinal. O padrão de distribuição espacial dessa espécie é agregado, com maior densidade de indivíduos nas clareiras, que apresentam maior incidência de luz no ambiente.
O pau-jacaré é uma espécie secundária inicial, muito frequente na Mata Atlântica e suas flores melíferas apresentam alto potencial apícola, com produção de néctar e pólen. Essa espécie é muito importante na restauração de áreas de mata ciliar, em solos não sujeitos a inundação. As folhas apresentam compostos químicos com atividade antioxidante e outras substâncias com potencial fitoterápico. A P. gonoacantha é muito indicada para lenha e carvão, sua madeira queima bem ainda verde na siderurgia e ainda apresenta melhor durabilidade da combustão e durabilidade nos depósitos do que outras madeiras de espécies nativas.

É uma espécie brasileira nativa, presente em quase todo o país, principalmente na floresta semidecídua. É decídua e ocorre tanto no interior da mata primária densa como nas formações secundárias. Sua síndrome de dispersão de sementes é anemocórica. A polinização se dá por anemofilia.
Desta espécie é extraído o bálsamo-do-Peru, utilizado na medicina popular como analgésico para infecções do trato urinário, tosse, bronquite diabetes e contra a micobactéria gram negativa, além de ser usado pela indústria cosmética e de perfumaria. Este bálsamo é constituído por uma mistura de ácido benzóico e cinâmico, monoterpenos, sesquiterpenos, alcoóis e derivados de fenilpronanóides. De seu tronco foram extraídos isoflavonas, flavanona, isoflavonóides, dentre outras substâncias.
De suas folhas foram isoladas as substâncias 3',4',7-trimetoxi-isoflavona (cabreuvina) e o 6-hidróxi-4',7-dimetoxiisoflavona e o germacreno D; as quais  apresentaram atividade frente à Mycobacterium tuberculosis, M. avium e M. kansasii. Também há registro de atividade de extrato de M. peruiferum contra Streptococcus pyogenes, Shigella sonnei e Staphylococcus aureus.

Pau-Jacaré



Piptadenia gonoacantha 

(Mart.) J. F. Macbr.

Cabreúva

Myroxylon peruiferum L.f.

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